passou o tempo da flor
não há relva verdejante
nem sorrisos distribuídos nas esquinas
da cidade que escurece
pardacenta e húmida
pelas encostas dos teus olhos.
há um deserto de linguagem verbal
a cobrir as calçadas
gente despida de futuro
a cambalear pelas ruas
música atónica
a vegetar pelos jardins.
aguardemos inquietos
o dia final.
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